Recomendo o filme “A onda” a professores, estudantes de pedagogia e amantes da educação, mas também àqueles que gostam de ver um bom filme. “A onda” vai além da reflexão sobre os problemas que podem ser encontrados em uma escola e as formas como os educadores lidam com eles. A trama é empolgante, prende o público.
Levanta a reflexão sobre o fascínio do poder (fascismo) e sobre a “necessidade” que algumas pessoas sentem em “ser mandadas”. Também nos leva a pensar até que ponto os grupos sociais dos quais participamos excluem outras pessoas e faz com que seus membros a acreditem que são os melhores, por mais que tenham “boa intenção” e queiram levar a melhorias na sociedade, à não-exclusão social etc.
O filme alemão é baseado em fatos reais ocorridos no final dos anos 60 na Califórnia (EUA). Durante uma semana na qual a escola leva os alunos a refletir sobre diversas teorias políticas, um professor, que queria fazer a reflexão sobre o anarquismo, é obrigado a falar sobre o autoritarismo, já que outro professor faria a reflexão sobre o anarquismo.
Como o cenário se passa na Alemanha, no primeiro dia do projeto os alunos dizem estar com o “saco cheio” de tanto ouvir falar no tema devido à história do país e acreditam que não é possível surgir um novo regime autoritarista na Alemanha, pois toda a sociedade está preparada para evitar o surgimento de ditadores. O professor discorda e tenta lhes mostrar o contrário.
Faz os alunos refletirem sobre as causas que levam ao surgimento das ditaduras e suas características. Com o passar dos dias, implanta uma “ditadura” na sala de aula. Entre erros e acertos perde o controle da situação.
Havia muito mais a falar sobre pontos que observei no filme, mas prefiro que vocês o vejam para debatermos.
Vou convidar algumas pessoas para compartilhar seus textos sobre educação. Para não ficar tão personalista, migrei o blog para outro endereço eletrônico. Para ler os textos acesse http://prioridadeeducacao.blogspot.com/
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
A onda
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Educação é maior aposta contra a violência
Proposta sobre acesso a escola e lazer foi enviada por 70% das reuniões preliminares da I Conferência Nacional de Segurança Pública
da PrimaPagina Melhorar a educação como forma de prevenir a violência é a medida mais defendida pelos que enviaram propostas à I CONSEG (Conferência Nacional de Segurança Pública). O projeto que inclui a criação de mais creches, escolas de período integral e a melhoria do policiamento nas escolas foi tema de proposta de 70% dos eventos regionais que antecederam a discussão na capital. Com outras propostas, a ideia será votada na conferência, que começa nesta segunda-feira em Brasília.
A I CONSEG reúne membros do governo, de ONGs e policiais para debater a criação de um Plano Nacional de Segurança Pública. Desde o início do ano, foram promovidas conferências menores: municipais, estaduais e as chamadas conferências livres, que podiam ser realizadas em comunidades, por qualquer grupo de pessoas. Ao todo, 1.359 desses eventos foram realizados e enviaram propostas para serem debatidas em Brasília. As sugestões estão reunidas no Caderno de Propostas da CONSEG.
As mudanças na educação foram propostas em 956 desses encontros regionais. Dentro dessas mudanças foram reunidas sugestões como a integração da polícia em ações educativas, a criação de mais espaços para cultura e lazer, a abertura das escolas públicas aos finais de semana e a ampliação do acesso a bibliotecas e laboratórios de informática. As idéias educacionais foram incluídas no quinto eixo temático da conferência, que trata de “prevenção social do crime e das violências e construção da cultura de paz”.
A segunda proposta mais presente trata da remuneração dos policiais. A ideia, descrita como “criar um piso salarial, digno, justo e igualitário para os profissionais de Segurança Pública” esteve em 611 (44,5%) dos encontros. A terceira ideia mais lembrada, presente em 409 (30,1%) das reuniões é a de aprimorar a rede de informações de segurança pública, com melhorias no sistema de gerenciamento de armas.
Ao todo, as propostas foram reunidas em sete eixos temáticos, que incluem ainda propostas sobre conselhos comunitários de segurança, financiamento de ações na área, condições de trabalho dos policiais, repressão ao crime, melhorias em presídios e prevenção de acidentes.
O fato de uma proposta ter sido defendida por muitos nas etapas anteriores não significa que ela tenha mais chances de ser aprovada, pois todas as propostas chegam à etapa nacional com o mesmo peso. Apesar disso, é possível que os representantes que estão em Brasília reflitam a preferência expressa em eventos regionais. Lá, as medidas serão votadas por mais de 2.000 representantes: 40% são da sociedade civil; 30% são do poder público federal, estadual e municipal e 30% são trabalhadores de segurança.
Outra das propostas mais votadas nas etapas anteriores também envolve educação e prevê a criação de cursos sobre prevenção ao crime em escolas e dentro de movimentos sociais, além de maior apoio a policiais comunitários. Além disso, a humanização do tratamento aos detentos em presídios também se destacou.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Câmara aprova lei que universaliza ensino médio
O texto abaixo foi publicado hoje (26/8) no jornal O Estado de S. Paulo. Na verdade, o projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e não pela Câmara. O GT de Educação do Instituto Paulista de Juventude fará no dia 12 de setembro, das 15h às 18h, no Centro Cultural da Juventude, em São Paulo, um debate sobre “Ensino médio obrigatório: solução ou problema”. Seria bom se todos pudessem dar sua opinião, seja durante o debate ou de outra maneira.
O Centro Cultural da Juventude fica na av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha, na zona Norte da cidade.
Quem quiser ler o Projeto de Lei (PL 7409/2006), basta acessar o link http://www.camara.gov.br/sileg/integras/412939.pdf. Quem quiser ver a LDB para saber exatamente qual a alteração ele promove na LDB acesse http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm.
Câmara aprova lei que universaliza ensino médio
Um projeto de lei que exige a universalização do ensino médio público e gratuito foi aprovado ontem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Segundo informações da Agência Câmara, os Estados e o Distrito Federal a princípio arcariam com os custos da expansão da oferta de ensino.
O PL 7409/06, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), altera
O Centro Cultural da Juventude fica na av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha, na zona Norte da cidade.
Quem quiser ler o Projeto de Lei (PL 7409/2006), basta acessar o link http://www.camara.gov.br/sileg/integras/412939.pdf. Quem quiser ver a LDB para saber exatamente qual a alteração ele promove na LDB acesse http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm.
Câmara aprova lei que universaliza ensino médio
Um projeto de lei que exige a universalização do ensino médio público e gratuito foi aprovado ontem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Segundo informações da Agência Câmara, os Estados e o Distrito Federal a princípio arcariam com os custos da expansão da oferta de ensino.
O PL 7409/06, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), altera
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Educação para o trabalho X Educação para a vida
Hoje (25/8) a Folha de S.Paulo publicou reportagem sobre a preferência dos estudantes por cursos tecnológicos. São dois textos, um dizendo que 86% pensam no mercado de trabalho no momento da escolha do curso e outro que diz que a maioria dos estudantes desses cursos são jovens e sabem o que querem. Será? Essa “escolha” não se dá em decorrência da realidade social na qual vivemos? Será que a ideologia dominante leva os jovens a tal “escolha”? Quais são as alternativas ao estudo tecnológico?
Esses textos complementam outras reportagens veiculadas há pouco tempo pela imprensa, as quais divulgavam resultados de pesquisas que indicam que os jovens “preferem” o trabalho à educação.
São textos que apresentam uma forma de educação defendida, principalmente, pelo setor produtivo. Segundo essa concepção, os estudantes devem ser preparados para atuar no mercado de trabalho.
Outra forma de educação é a defendida, principalmente, por profissionais da área de humanidades, que pregam a formação dos estudantes para a vida em sociedade, sendo o trabalho apenas uma das formas de convivência social.
É um debate que se estende por muito tempo. Mas, nós temos que nos posicionar: que tipo de educação queremos? É possível conciliar a existência de ambas?
São algumas perguntas que temos que responder.
Leiam abaixo os textos publicados na Folha de S.Paulo.
Esses textos complementam outras reportagens veiculadas há pouco tempo pela imprensa, as quais divulgavam resultados de pesquisas que indicam que os jovens “preferem” o trabalho à educação.
São textos que apresentam uma forma de educação defendida, principalmente, pelo setor produtivo. Segundo essa concepção, os estudantes devem ser preparados para atuar no mercado de trabalho.
Outra forma de educação é a defendida, principalmente, por profissionais da área de humanidades, que pregam a formação dos estudantes para a vida em sociedade, sendo o trabalho apenas uma das formas de convivência social.
É um debate que se estende por muito tempo. Mas, nós temos que nos posicionar: que tipo de educação queremos? É possível conciliar a existência de ambas?
São algumas perguntas que temos que responder.
Leiam abaixo os textos publicados na Folha de S.Paulo.
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