terça-feira, 2 de agosto de 2011

Plano plurianual de SP reforça ensino básico

Ainda não tive como analisar e o próprio governo de São Paulo, em nota, diz que a versão divulgada é preliminar e as conclusões podem ser precipitadas. Mas, parece que, finalmente, os tucanos vão fazer alguma coisa boa para a educação. Leiam abaixo e tirem suas conclusões.
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Metas para o período 2012-2015 incluem ampliação do ensino médio técnico, reforma de sistema de avaliação e apoio a escolas vulneráveis


Nos próximos quatro anos, o governo estadual pretende reforçar o currículo da educação básica, ampliar o ensino médio técnico, fazer um projeto para 1.208 escolas de maior vulnerabilidade educacional e repensar o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). Também há iniciativas para melhorar políticas de educação especial e de jovens e adultos.

As informações constam no Plano Plurianual 2012-2015, ao qual a reportagem do Estado teve acesso. O documento reúne investimentos e metas que cada órgão do governo deve fazer até o mandato seguinte. O projeto, que pode sofrer alterações, será enviado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) a Assembleia Legislativa neste mês.

As metas da Secretaria Estadual de Educação para o período se dividem em cinco eixos: valorização dos profissionais da educação; gestão do currículo; gestão administrativa; infraestrutura e políticas publicas.

Para reforçar o currículo, a pasta pretende, por exemplo, manter programas como o Ler e Escrever. Tambem deve ocorrer a articulação das dimensões trabalho, ciência, cultura e tecnologia no currículo do ensino médio, prevista por uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE). Há o objetivo também de promover concursos públicos periódicos, em que os docentes aprovados teriam cursos de iniciação ao currículo.

Ainda nessa frente, o governo busca estruturar o tempo integral e quer a integração e o apoio das universidades para diversas ações, como a formação dos professores e a intervenção nas escolas com os piores índices de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp).

Em relação ao Saresp, o PPA prevê a criação de um banco de itens calibrados; a revisão das matrizes de referencia de todas as disciplinas e propõe que a pasta pense em aumentar a periodicidade da prova, que é anual.

Algumas metas do novo PPA já foram anunciadas pelo titular da pasta, Herman Voorwald, nos primeiros meses de governo, como a revisão da política salarial e o plano de carreira do magistério; reforma estrutural da pasta; revisão da valorização pelo mérito; reorganização da progressão continuada e ampliação do ensino médio técnico.

Em nota, o governo afirma que o PPA 2012-2015 esta “em elaboração” e que “a divulgação de qualquer versão preliminar obtida em sistemas internos da administração é precipitada, certamente incompleta e pode levar a conclusões equivocadas”. /

ATÉ 2015

● Idesp
O governo que elevar o Idesp do ciclo 1 do ensino fundamental para 4,39; do ciclo 2, para 2,83; e do médio, para 2

● Escolas vulneráveis
Valorizar o quadro pedagógico e recuperar a infraestrutura das 1.208 escolas – as “escolas prioritárias” – de maior vulnerabilidade educacional

● Tecnologia
Padronizar 100% das escolas ao modelo tecnológico da secretaria

● Rede física
Reduzir de 6% para 2% o déficit de salas de aula



Fonte:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110802/not_imp752985,0.php
http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2011/08/02/A16.pdf

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Maria, que vida...

Fazia algum tempo que queria ter postado um texto sobre esse curta de 8min31seg. Mas, todas as vezes que eu encontrava algo sobre ele as imagens já haviam sido bloqueadas em decorrência dos direitos autorais do produtor.

Concordo que o produtor tem que cobrar por essa obra de arte, mas privar a sociedade de ver esse pequeno filme é uma afronta... hehehe... Agora, encontrei um lugar que me parece não estar sujeito ao bloqueio das imagens. Então, aproveitem... e logo, antes que as imagens sejam bloqueadas mais uma vez.

Com certeza vocês vão amar e poderão refletir sobre o que faz com que a sociedade permaneça como sempre foi.

Uma PRECIOSA história de esperança

O filme Preciosa - Uma história de esperança aborda assuntos como: violência doméstica, preconceito, gravidez na adolescência e educação.

Numa trama dramática, a história de uma jovem negra do Halem nos instiga a refletir sobre o papel da família na construção da auto-imagem da pessoa e a importância dos profissionais de educação estimularem seus alunos a sonhar e a ir além do que pensam ser capazes de realizar.

Expulsa de um colégio regular, Preciosa é encaminhada para um curso supletivo. Mas, o que parecia ser um castigo na verdade foi um “divisor de águas” na vida da jovem, que com a ajuda da professora descobre seu talento para escrever, sua facilidade em matemática e principalmente, que é possível redigir uma história diferente daquela que sua família violenta insistia em lhe destinar.

Título original: (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire)
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Lee Daniels
Atores: Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Rodney Jackson, Paula Patton.
Duração: 110 min
Gênero: Drama

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Audiência debate parceira entre saúde e educação

Retirado do D.O. Poder Legislativo 1/06/2011

Monica Ferrero


A prevenção e orientação nas escolas com o trabalho
de psicólogos e assistentes sociais foi tema de audiência
nesta terça-feira, 31/5. O assunto é tema do Projeto de
Lei 441/2011, de autoria do deputado Marcos Martins
(PT), que teve a iniciativa da audiência. O projeto prevê
o atendimento de psicólogos e assistentes sociais aos
estudantes das escolas públicas de educação básica.
Já analisada pelas comissões temáticas da Assembleia
Legislativa e pronta para ser votada, a propositura visa
“criar uma interface das escolas com as famílias”,
segundo Martins, visando beneficiar, por exemplo,
alunos que, por algum motivo, não conseguem
acompanhar seus colegas em classe.

A intenção da reunião foi também formar uma
comissão permanente para acompanhar a tramitação
do projeto e discutir temas afins. A primeira reunião
desta comissão será dia 14/6, às 18h, na Assembleia
Legislativa.

A mesa dos trabalhos foi composta por Gilma Maria
Rossafá, secretária de Assistência e Promoção Social de
Osasco, Carla Bianca Angelucci, do Conselho Regional
de Psicologia de São Paulo, Thales Cesar de Oliveira,
promotor de Justiça da 2ª Vara de Infância e Juventude
da capital, Luís Araujo de Lima, diretor do Sindicato de
Psicologia do Estado de São Paulo, e Antonio Dantas,
presidente do Conselho Municipal dos Direitos da
Criança e do Adolescente de Osasco.

Os convidados elogiaram a iniciativa do projeto
e expressaram sua preocupação com os complexos
desafios que o ambiente escolar da atualidade apresenta.
Dentre as preocupações, Gilma Rossafá apontou o fato
de que, hoje, as escolas não preparam os jovens para a
construção de um projeto de vida, e disse que é preciso
mudar a forma de se fazer políticas públicas para a
população pobre, que demanda qualidade e respeito.
“A prevenção é melhor que a reparação de danos”, disse
Antonio Dantas. Na mesma linha, o promotor Thales de
Oliveira afirmou que escolas são mais baratas que unidades
da Fundação Casa, pois o custo de um interno é de R$ 2 mil
por mês. “Se metade desse valor fosse investido em escolas,
a Fundação Casa não seria necessária”. Ele falou ainda que
dinheiro para investimentos existe, mas a “teia burocratizante”
governamental emperra sua liberação para a educação.
Debates

Foi questionado, primeiramente por Luís Araujo, o
artigo 1º do PL 441/2007, que prevê que o atendimento
aos alunos seja prestado por psicólogos vinculados
ao Sistema Único de Saúde e por assistentes sociais
vinculados aos serviços públicos. Segundo os
participantes, deveria ser criado um corpo próprio desses
profissionais, com especialização em educação.
Esse direito a atendimento psicológico foi subtraído
do trabalho educacional desde 1990, lembrou Carla
Angelucci. Ela falou também situação precária dos
educadores, desde a remuneração até ao cerceamento
de sua criatividade, o que tem por efeito a rebelião dos
educandos e o adoecimento do corpo docente.

A seguir, foi aberto debate entre o público presente e
os convidados. O deputado Marcos Martins, ao término
da reunião, dispôs-se a realizar audiências semelhantes
para debater o PL 441/2007 em outras cidades, para
aperfeiçoar o projeto antes de sua votação.